padre marcos ramalho

Padre Marcos Ramalho

Pároco da Paróquia São Benedito - Limeira/SP.

Sim, meu filho, eu sei que você esticou de tamanho e já alcançou a maioridade. Sei também que você trabalha e paga suas contas (embora você tenha estourado o seu cartão nos últimos meses). Mas isso não significa que você cresceu. Sinto muito.

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Sim, meu filho, eu sei que você esticou de tamanho e já alcançou a maioridade. Sei também que você trabalha e paga suas contas (embora você tenha estourado o seu cartão nos últimos meses). Mas isso não significa que você cresceu. Sinto muito.

Não fique assim, chateado. Eu sei, você não gosta que eu fale assim, mas estou querendo ajudar. Sinceramente, quero apenas ajudar. Ao menos uma vez, ouça o que direi e pense com carinho. Eu sei que você “cresceu”. Sei que já concluiu sua faculdade e está trabalhando; sei que paga suas contas e que já anda se deitando por aí com algumas mulheres; mas isso – apenas isso – não quer dizer que você já é um adulto. Não, meu filho, não é. Para que você seja adulto, deve existir algo mais. A vida adulta sempre exige algo mais.

Para ser adulto, é preciso conhecer a si mesmo. Antes de tudo, é preciso conhecer a si mesmo. E um conhecimento interior. Ouvir o seu coração, saber o que o encanta e o que o assusta, o que faz ele vibrar de alegria e o que faz ele tremer de medo. É preciso conhecer os fantasmas que o paralisam (o medo da dor ou da solidão...), os sonhos que o atraem (o desejo de amar, ou de encontrar paz...) e conhecer suas habilidades para saber se pode enfrentar este ou aquele desafio.

Sim, meu querido, eu sei que você é inteligente e corajoso. Mas isso não basta. Precisamos conhecer nossas capacidades e não-capacidades. Cavalos podem correr muito, mas jamais voarão como os pássaros. E quando um cavalo espreita algum perigo, jamais se envergonha de recuar. É preciso ter cautela. Você deve aprender a usar suas forças, mas também deve aceitar suas fraquezas. E isso é ser humilde, e disso você não deve nunca se envergonhar.

Ser adulto é saber que nunca estamos prontos, e que a vida é um aprendizado diário, constante, até o dia da nossa morte. É aceitar que você precisará de ajuda muitas e muitas vezes, assim como será chamado a ajudar outras tantas pessoas, em muitas e muitas ocasiões. Adulto não é aquele que se alegra por fazer tudo sozinho; adulto é aquele que descobriu a alegria de poder servir ao outro, ajudando-o em sua caminhada e em suas descobertas. Adulto é aquele que está sempre disposto a aprender e reaprender; humildemente, ele busca a maturidade junto com seu semelhante, que também é um adulto em construção. Pense nisso, meu filho: nós estamos sempre em construção. E isso é motivo de muita alegria: ninguém está condenado a mesmice; algo novo sempre pode acontecer.

Por Pe. Marcos Ramalho
*O texto representa a opinião do autor

Disse Jesus: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15,12). Não era exatamente um mandamento novo – o próprio judaísmo já falava do amor próximo –, mas a medida era nova. “Amai-vos como eu vos amei”. O amor de Jesus tornou-se a referência para os seus seguidores. A comunidade cristã deveria amar como Jesus amou. Esta ordem dada aos discípulos atravessou os séculos e chegou até nós. O mandamento do amor ao próximo, porém, continua a ser um projeto exigente e desafiador para toda a humanidade.

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Entro na barbearia e encontro um salão movimentado. Enquanto um cliente já está na cadeira, cortando o cabelo, outros três esperam para ser atendidos e outros dois estão ali simplesmente conversando. Todos falam. Busco uma cadeira desocupada para sentar-me e pego uma revista qualquer para distrair-me. Enquanto aguardo a minha vez, passo os olhos pela revista e ouço a conversa do pessoal.

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Estamos na Páscoa. A festa cristã tem raízes judaicas; porém, enquanto nossos irmãos do judaísmo celebram a saída do Egito, sob a guia de Moisés, os cristãos celebramos a ressurreição de Jesus.

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Volto a falar sobre a Campanha da Fraternidade 2015, cujo tema trata da relação da Igreja com a sociedade. Como mencionei anteriormente, os seguidores de Jesus, acolhendo uma ordem do próprio Mestre, saíram pelo mundo realizando os mesmos sinais que o Cristo realizava: acudiam os famintos, assistiam os enfermos, socorriam os pobres e aflitos, corrigiam com misericórdia os pecadores, e transmitiam para todos a riqueza do Evangelho.

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Aqui no Brasil, a Quaresma também é o período em que a Igreja Católica promove a Campanha da Fraternidade (CF). Criada na década de 1950 por iniciativa de dom Eugênio de Araújo Sales, a CF foi desenvolvida inicialmente nas dioceses do Rio Grande do Norte. Somente mais tarde, em 1964, por uma decisão dos bispos brasileiros, é que todas as comunidades católicas, em todos os cantos do país começaram a participar desta ação de solidariedade.

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A Igreja Católica iniciou mais um ciclo Quaresmal. De modo bem simples, Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. E se Páscoa é Ressurreição, Vida nova em Cristo Jesus, Quaresma é tempo de conversão – abandonamos o “homem velho” e damos espaço para o “homem novo”, iluminado por Cristo, banhado pela graça do Senhor.

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A Igreja é uma grande pedagoga. Ela sabe que nós, seres humanos, precisamos ser constantemente educados e sensibilizados para o bem e a verdade, para a apreciação de valores maiores e eternos. Por isso ela dividiu o tempo em ciclos (anos, semanas, dias) e para cada ciclo atribuiu uma série de elementos simbólicos e um conjunto de pequenos rituais. Durante os ciclos do Natal e da Páscoa predominam a cor branca, o toque dos sinos, a alegria dos cânticos, a beleza das flores. Todos os elementos simbólicos e rituais nos convidam à gratidão pela vida, à confiança na misericórdia do Senhor, à alegria pela vida e pelo perdão recebidos. Já durante os ciclos do Advento e da Quaresma, predominam a cor roxa, o recolhimento dos instrumentos e das vozes, a discrição e a simplicidade dos adornos. Nesse caso, os elementos e os rituais nos convidam ao recolhimento, ao reconhecimento da fragilidade e da brevidade da vida, mas também nos convidam à gratidão ao Senhor pela graça que Ele constantemente nos oferece. E assim, através de diferentes ritos e símbolos, a liturgia vai educando nossas almas e despertando nossos sentidos para recebermos com boa disposição os ensinamentos evangélicos.

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A lista é significativa: aumento da inflação e das tarifas, escândalos de corrupção envolvendo empresas públicas e privadas, racionamento de água e energia elétrica, gestão ineficiente dos recursos, desperdícios, retração da economia, aumento do desemprego, etc. Poderíamos citar outros tantos exemplos, mas esses são os que estão na pauta dos grandes noticiários. Isso sem falar dos problemas “exclusivos” desta Limeira em que habitamos. Tantas turbulências, quem sabe, podem ter algum efeito positivo. Arrisco-me aqui a dizer algumas palavras mais diretas sobre o assunto. Sabendo que não sou especialista em nada, peço ao leitor que me perdoe por algumas incorreções.

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